Divulgação da Amavida no Centro de Recuperação Coronel Edson Ferrarini

No último dia 22 de Novembro integrantes da Amavida visitaram o Centro de Recuperação Coronel Edson Ferrarini. Em funcionamento há mais de 40 anos o centro é referência na luta das famílias e dos dependentes contra as drogas. O coronel nos recebeu com entusiasmo e numa conversa franca sobre o cenário atual de nossa sociedade pudemos apresentar nossa associação e nossos projetos, dividir nossos anseios por uma sociedade livre das drogas e receber seu apoio.

 

Na foto: Sônia La Femina, Adélia Robotton, Cel. Edson Ferrarini e Regina Camarneiro

Depois de degradar a região da Luz, Governo de São Paulo quer se livrar dos viciados em crack da área

Sexta-feira passada, a Folha divulgou na coluna da Mônica Bergamo que o governador Geraldo Alckmin e a vice-prefeita Alda Marco Antonio estão planejando enviar viciados em crack que vivem na região da Luz para suas cidades de origem.

Diante de uma ideia “incrível” como esta, é preciso lembrar que a chamada “cracolândia” é produto da política municipal e estadual para o bairro da Luz. Onde existia um bairro, o poder público construiu uma terra de ninguém, demolindo uma parte e degradando a área. A Luz foi simplesmente abandonada pela prefeitura, que parou de recolher o lixo, de cuidar das ruas, da iluminação, fechou o shopping Fashion Luz, que gerava um grande movimento comercial, e com isso essa área, que ficou semi-abandonada, passou a atrair pessoas semi-abandonadas.

O problema das pessoas que vivem nas ruas da região da Luz não é urbanístico; precisa ser enfrentado no âmbito da assistência social e da saúde mental, onde há profissionais capacitados para cuidar dessas pessoas que, pelas mais diversas razões, acabaram numa situação limite entre a vida e a morte. Mas o delicado trabalho que começou a ser feito por profissionais de saúde para aproximar essas pessoas sempre foi desfeito pela ação truculenta da polícia, que bate e ameaça os moradores de rua.

Agora vem o governo do Estado e a prefeitura com a ideia de exportar essa população, enfiando os moradores num ônibus e mandando-os embora, em vez de encontrar lugar para essas pessoas no âmbito das políticas públicas, independente de suas cidades de origem e de como chegaram ao vício.

Que a situação é terrível e precisa de atenção, cuidado e intervenção, está claro. Mas a proposta do governador e da vice-prefeita é ilegal, imoral e desumana, tratando as pessoas como lixo. Não podemos permitir que isso aconteça em São Paulo.

fonte: raquelrolnik

Ministro da Saúde diz agora que crack é nova epidemia no país

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou, neste domingo (13), que a dependência do crack é uma nova epidemia no país.
Ao discursar para a juventude do PT, eunida em seu segundo encontro, em Brasília, Padilha disse ainda que os usuários da droga não devem ser tratados como bandidos.
No discurso, Padilha disse que o país vive duas novas epidemias que atingem a juventude. Uma é de acidentes de trânsito. “Uma outra epidemia”, disse ele, “É a epidemia do crack.”
“Não podemos amenizar o tema. Quem já foi na cracolândia sabe que esse é um mercado novo de drogas, uma droga barata, desestruturadora de famílias, que interrompe projetos individuais”, acrescentou o ministro, que até o mês passado rechaçava a classificação do problema como epidêmico.
Ele pregou ainda a reorganização das políticas públicas –tanto de saúde como de educação e segurança– para tratamento de dependentes.
“Não podemos fazer uma abordagem moral desse tema”, afirmou ele.
Segundo ele, o SIS (Sistema Único de Saúde) e programas sociais devem ser estruturados para o combate ao crack.
“E sempre tratando o usuário como usuário, não como o bandido. Não como criminoso. Abrindo a porta para acolhê-lo. A juventude do PT precisa dizer que é contra as políticas de recolhimento compulsório que, às vezes, são feitas nas ruas do nosso país, por policiais, não por profissionais de saúde”, conclamou o ministro, alertando petistas para o risco de forças “conservadoras” assumirem essa bandeira.

Folha de São Paulo – CATIA SEABRA
BRASÍLIA

 

Cimento e Cuspe não cura Crack

 

 

Inspeção flagra irregularidades em clínica para usuários de droga

Segundo Conselho Regional de Psicologia, estabelecimento em Bragança Paulista apresenta abusos, maus tratos e violações aos direitos humanos

Jornal O Estado de S. Paulo

Marcela Bourroul Gonsalves, Central de Notícias
SÃO PAULO – Uma clínica privada para tratamento de usuários de drogas foi flagrada com irregularidades nesta quarta-feira, 28. Localizada em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, a Clínica Gratidão foi visitada durante inspeção do Conselho Regional de Psicologia.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, foram encontradas diversos problemas como usuários recebendo medicação sem presença de médicos e condições precárias de higiene. Além disso, os internos estariam cozinhando as próprias refeições e sofrendo castigos físicos e psicológicos.

Ainda nesta quarta-feira será visitada outra clínica na cidade. A ação faz parte da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos em locais de internação para usuários de drogas, que acontece simultaneamente em vários estados do país e tem como objetivo levantar a situação do atendimento às pessoas que apresentam problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas, para identificar os abusos, maus tratos e violações aos direitos humanos.

A preocupação dos profissionais é que as clínicas não se tornem espaço de segregação, como os manicômios. A inspeção busca também saber se os locais seguem padrões de tratamento de acordo com os princípios éticos e técnicos da Psicologia.

Os resultados serão apresentados com o relatório final da inspeção, previsto para ser publicado durante o VII Seminário Nacional de Psicologia e Direitos Humanos, que acontece nos dias 17 e 18 de novembro.